Carreta que matou 23 pessoas em Guarapari estava com eixo adulterado

Essa foi a constatação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, deflagraram no início da manhã desta quarta-feira (21), a Operação Raptores.

No acidente em Guarapari em junho de 2017, a carreta carregada de granito tombou e matou 23 pessoas após colidir com um ônibus que vinha de São Paulo e com duas ambulâncias. De acordo com informações passadas pela PRF, o objetivo é desarticular e colher provas da atuação de associações criminosas especializadas em modificações e alterações ilegais de veículos e em dados cadastrais veiculares junto aos Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANS).

A ação cumpre 36 mandados de prisão, busca e apreensão no Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais. Um deles está sendo cumprido em um condomínio de Itaparica, em Vila Velha. Uma quadrilha do Estado é acusada de falsificar documentos de instalação de guinchos de carretas. Segundo as investigações os veículos tinham uma capacidade de carga aumentada de forma clandestina e sem passar por vários critérios e exigências dos órgãos de fiscalização, o que aumentava o risco nas estradas federais. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.