Willian Santos Manzoli, de 29 anos, assassino confesso de Dante de Brito Michelini, conhecido como Dantinho, 75 anos, deu detalhes sobre o crime à Polícia Civil durante oitivas do caso. Os depoimentos levaram mais de oito horas.
Ele relatou aos policiais ter matado Dantinho por conta de uma vingança pessoal e que havia sido agredido cerca de um dia antes do assassinato.
De acordo com a polícia, Willian já tinha passagens pela polícia por crimes como furtos, latrocínio e violência doméstica.
O suspeito é baiano, mas estava morando em Guarapari há alguns meses e já havia sido visto pela região onde o crime aconteceu.
O que motivou o crime
A Polícia Civil explicou que Willian cometia furtos na região em que o assassinato foi praticado. Após um desses crimes, ele se escondeu em um imóvel que ficava dentro da propriedade de Dantinho, sem a autorização do idoso.
Ele foi acordado por Dantinho, que o expulsou do local agredindo Willian com um pedaço de madeira.
A partir daí, ao chegar em uma boca de fumo em Guarapari, Willian passou a ser alvo de deboche por traficantes e outros criminosos, que caçoavam dele por ter apanhado de um idoso e pior, um “jack”, palavra usada informalmente para denominar estupradores.
As informações foram passadas pelo chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, que acrescentou que o fato de ter sido agredido por um suposto estuprador deixou o suspeito revoltado.
“Quando ele volta para rua (lembrando que ele é usuário de substâncias), nos lugares onde foi, as pessoas começaram a fazer chacota com ele. A expressão que ele nos fala é ‘você tomou uma surra de um jack’. Ele ficou muito indignado por saber que a pessoa era um estuprador, ele não sabia do caso Araceli, mas aquilo ficou na cabeça dele”, explicou.
No dia 19 de janeiro, Willian voltou ao sítio de Dantinho Michelini invadindo a propriedade após cortar uma cerca do local. Ele entrou na casa, onde encontrou o idoso preparando um pão com manteiga, usando uma faca.
Os dois começaram uma briga e o idoso foi imobilizado. De acordo com Willian, Dantinho ainda estava vivo no momento em que foi decapitado.
Para decapitar o idoso, ele teria imobilizado Dantinho com o joelho nas costas, foi quando passou a degolá-lo.
Entrevista e confissão
Em depoimento à Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (10), o suspeito confessou o crime e, na conversa com os investigadores, demonstrou até estar orgulhoso do assassinato.
“Nossos investigadores aplicaram uma técnica de conversa, para deixar o suspeito bem à vontade. A gente percebeu que ele se orgulhava de ter matado um estuprador. Ele é um criminoso, tem diversas passagens. Ele ficou orgulhoso do que fez. É um indivíduo perigoso, ele pensou, planejou, tem um perfil de extrema violência e frio, porque confessa com tranquilidade, até uma certa glória”, afirmou Dutra.
Ainda segundo o delegado, o assassinato serviria ainda para que Willian se redimisse em frente a traficantes de Guarapari por conta da agressão que sofreu de Dantinho.
Cabeça arrancada e jogada na água
Após cometer o crime e arrancar a cabeça de Dante de Brito Michelini, Willian foi a um local de mata com a cabeça dentro de uma sacola.
Ele atirou a cabeça dentro da água, mas ela acabou boiando. Para evitar que boiasse, ele utilizou um arame e uma pedra.















