Motorista tomou tiro, foi esfaqueado e torturado antes de morrer

O motorista Amarildo Amaro implorou pela vida e pediu perdão a Deus antes de ser executado.
As informações são do delegado Guilherme Eugênio, que deu entrevista coletiva na manhã de hoje em Guarapari.
O delegado contou que os três suspeitos confessaram o sequestro, tortura e execução do motorista de aplicativo na última segunda-feira.
“Eles contaram sem nenhum sinal de remorso. Eu trabalhei dez anos em uma delegacia de homicídios e nunca.me deparei com um caso tão claro de crueldade pura e simples contra um trabalhador” disse o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, este foi o sexto roubo com restrição de liberdade da vítima em um período de uma semana. Todas as vítimas eram motoristas de aplicativo.
“Eles renderam a vítima no bairro Santa Rosa depois de embarcarem no Itapebussu. No caminho colocaram o Amarildo no porta malas do carro e quando é ele tentou fugir, amarraram as mãos e pés dele. Já na região rural de Guarapari, depois que a vítima esbarrou em um dos bandidos, ele foi baleado no rosto com uma espingarda calibre 12 de fabricação caseira”, contou o delegado.
O tiro não matou Amarildo e então os bandidos passaram a torturar o trabalhador. Até o cinto de segurança do carro foi usado para enforcar a vítima.
“Depois do tiro, Amarildo ficou cego e passou implorar para que não o matassem. Os criminosos passaram a filmar a tortura, enquanto Amarildo implorava para não ser morto e pedia perdão a Deus”.
Mas os apelos de Amarildo não surtiram efeito nós criminosos, que durante cerca de 15 minutos o esfaquearam, deram pauladas e o enforcaram com o cinto de segurança do carro roubado. Amarildo não resistiu e morreu. Os bandidos então jogaram o corpo em um barranco. Não volta eles ainda gravaram outro vídeo comemorando o crime.
O menor e os dois adultos foram presos na tarde de ontem durante o trabalho de investigação da Delegacia Especializada de Investigações Criminais de Guarapari, da qual o delegado Guilherme Eugênio é o titular.