Bebê de 7 meses morre após engolir lagarta em Guarapari

Bebê de 7 meses morre após engolir lagarta em Guarapari

Um bebê de apenas sete meses, que já engatinhava desde o quarto mês e contagiava a todos com seus sorrisos, acabou morrendo nove dias depois de engolir uma lagarta na casa onde morava, em Guarapari.

Enrico Gotardo Ferreira era o segundo filho da engenheira Natália Gotardo. “Meu filho era super saudável. Só tinha sete meses, mas nunca pegou uma gripe. Todo precoce, começou a engatinhar com quatro  meses, com três já tinha dente. Atendia aos nossos comandos perfeitamente”, conta a mãe. 

O bebê morreu na noite da última sexta-feira (19) e foi enterrado no final da tarde de sábado (20). O pequeno engoliu a lagarta uma semana antes, mas logo em seguida vomitou o inseto, que foi identificado pelos pais e levado para o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa) Guarapari junto com a criança. 

“Fomos direto para o Hifa, chegamos lá e uma médica não quis pegar o caso porque estava com nojo, e o outro doutor que estava de plantão pegou o caso. Como foi algo que ocorreu por conta da lagarta, o hospital entrou em contato com o toxilogista, que tem a solução para casos com bichos”, explicou a mãe do bebê.

“A recomendação foi hidratar, deixar no soro, e assim foi feito. Ficamos a madrugada toda lá, e às 7h do dia seguinte, liberaram ele com recomendação de medicamentos para tomar em casa”, ressaltou.

Medicamentos para restaurar a flora intestinal, um para sanar a diarreia, paracetamol para febre e soro para hidratar foram indicados para o pequeno, segundo Natália. Foram mais dois retornos ao hospital, até que ele fosse diagnosticado com virose.

“Fomos embora acreditando ser uma virose e o bebê aparentou uma pequena melhora de três dias. Estava vomitando menos, e estava passando mais tempo acordado”.

No primeiro momento que o Enrico vomitou novamente, a mãe decidiu marcar consulta com um especialista em Vila Velha, mas ao chegar ao local para o atendimento, na última sexta-feira (19), não havia mais tempo hábil.

Enrico  já estava em choque séptico, que é uma infecção grave, e que generalizou, causando a falência dos órgãos do menino.

Fonte: Tribuna Online