Caminhoneiros de diferentes setores intensificaram, nesta semana, a mobilização por uma possível paralisação nacional em protesto contra o aumento no preço do diesel. A alta acumulada do combustível chega a 18,86% desde o fim de fevereiro, pressionando os custos da categoria, especialmente dos motoristas autônomos.
Entidades representativas passaram a defender de forma mais coordenada a interrupção das atividades. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística declarou apoio ao movimento e já havia solicitado ao governo federal medidas para conter o que considera um aumento abusivo nos preços dos combustíveis.
Entre os principais articuladores da paralisação estão a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos. Segundo o líder da Abrava, Wallace Landim, uma assembleia realizada em Santos com representantes de diferentes estados aprovou a possibilidade de greve, embora ainda não haja uma data definida. A expectativa, segundo ele, é que o movimento possa ter início ainda nesta semana.
O aumento no preço do diesel ocorre em meio a tensões internacionais que afetam o mercado global de petróleo, envolvendo países como Estados Unidos, Israel e Irã. Esse cenário tem impacto direto sobre os combustíveis no Brasil, elevando os custos de transporte e logística.
Especialistas apontam que, caso a paralisação ganhe adesão significativa, o país pode enfrentar problemas de abastecimento e pressão inflacionária, com reflexos no preço de alimentos e outros produtos. O governo federal acompanha a situação e avalia possíveis medidas para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis e evitar uma crise logística.
Ainda não está claro qual será o nível de adesão ao movimento, fator considerado decisivo para a dimensão dos
impactos econômicos e sociais de uma eventual greve.










