Primeiro voo direto da Argentina para o ES será realizado em outubro, Guarapari é o destino
O primeiro voo experimental direto entre a Argentina e o Espírito Santo está previsto para acontecer no fim de outubro. A operação ligará Buenos Aires ao Aeroporto de Vitória e faz parte de uma estratégia para atrair turistas argentinos ao Estado, com foco em direcionar os argentinos para a cidade de Guarapari.
A informação foi confirmada pelo secretário de Turismo de Guarapari, Fernando Otávio Campos, em entrevista ao Folha Vitória nesta quarta-feira (10). Segundo ele, a viagem deve ocorrer entre os dias 17 e 24 ou 18 e 25 de outubro, com duração de sete dias.
O projeto é resultado de um trabalho iniciado há cerca de um ano por instituições como governo do Estado, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e representantes do setor turístico capixaba. A articulação começou com ações de promoção do Espírito Santo na Feira Internacional de Turismo de Buenos Aires, realizada em 2025.
“Foi decidido fazer uma prospecção em Buenos Aires sobre a possibilidade de turismo internacional no Espírito Santo. Nessa prospecção, eles ficaram muito entusiasmados e querendo conhecer esse novo destino que é o Espírito Santo, especialmente Guarapari”, afirmou o secretário.

Desde então, operadoras de turismo argentinas passaram a incluir o Espírito Santo em seus catálogos de viagens. Agentes de turismo do país também realizaram visitas técnicas ao Estado para conhecer atrações e estrutura de hospedagem.
Como funcionará o voo experimental
De acordo com Fernando Otávio, o avião sairá de Vitória levando capixabas para Buenos Aires e retornará com turistas argentinos. A operação será financiada pelo governo do Estado e servirá para testar o potencial comercial da rota.
A expectativa é que parte das vagas seja ocupada por turistas e empresários capixabas. Caso a procura seja menor que o esperado, o governo poderá utilizar os assentos para representantes do setor produtivo e agentes envolvidos na promoção turística do Estado.
“Quando o avião pousar lá em Buenos Aires, ele vai encher com os argentinos e trazê-los para cá. É um voo experimental justamente para medir o interesse comercial e a adesão do público”, explicou.
Segundo o secretário, além dos turistas, agentes de viagens argentinos também devem embarcar para conhecer pessoalmente os destinos que serão oferecidos aos clientes.
Guarapari é destaque na estratégia
Guarapari aparece como um dos principais atrativos apresentados aos argentinos. De acordo com Fernando Otávio, o município chamou a atenção pela estrutura turística, pelas praias e pela proximidade com o Aeroporto de Vitória.
O roteiro planejado para os visitantes inclui hospedagem na Grande Vitória e em Guarapari, além de passeios por cidades vizinhas e experiências ligadas à gastronomia, mergulho, observação de baleias e turismo náutico.
“Eles gostam muito de praia e mar. Os agentes que vieram conhecer se encantaram com Guarapari. Hoje já estamos nas prateleiras das operadoras argentinas, com hotéis e destinos disponíveis para venda”, disse.
A ideia é que os visitantes fiquem dois dias hospedados em Vitória e seis em Guarapari. O secretário destacou ainda que a cidade tem uma vantagem logística importante.
“Somos praticamente o único destino turístico do Brasil que está a menos de uma hora de um aeroporto internacional e ligado por duas rodovias duplicadas”, afirmou.
Linha regular ainda não tem data definida
Apesar do avanço das negociações, ainda não há uma previsão oficial para a implantação definitiva da rota aérea entre Buenos Aires e Vitória. Segundo Fernando Otávio, a continuidade da operação dependerá dos resultados do voo experimental e de fatores como demanda de passageiros, estrutura aeroportuária e interesse das companhias aéreas.
A expectativa, porém, é que os voos regulares comecem pelas temporadas de maior movimento turístico.
“Se essa experiência for bem-sucedida, o caminho natural é avançar para operações comerciais. O desejo é ter voos frequentes nas altas temporadas, mas isso depende da resposta do mercado”, afirmou.















