Para cortar gastos, Casagrande admite demitir DTs e comissionados

O governador Renato Casagrande (PSB) admite: para conter despesas no momento de crise econômica resultante da pandemia do coronavírus, o governo do Estado pode, sim, enxugar a folha de pagamento, demitindo servidores em cargos comissionados (de livre nomeação do governador) e contratados em regime de designação temporária (os chamados DTs).

Além disso, o governador admite, em entrevista à coluna Vitor Vogas, mandar para a Assembleia Legislativa um novo projeto orçamentário para este ano, revisando para baixo a estimativa de receita total do Estado em 2020. Isso por conta da bilionária frustração de receita que o governo já dá como certa (dinheiro que deixará de ser arrecadado em virtude da crise durante e após a pandemia).

No orçamento estadual aprovado para este ano pela Assembleia, em dezembro do ano passado, a estimativa de receita total é de R$ 19,7 bilhões. Mas a pandemia muda completamente essa projeção.

Na última segunda-feira (23), Casagrande fez uma previsão inicial de frustração de receita este ano: conforme declarou naquele dia, a perda só em 2020 para os cofres do Espírito Santo seria da ordem de R$ 2 bilhões. Agora, cinco dias após aquela declaração, o chefe do Executivo estadual já reconhece que aquele número estava subestimado e já o revisou para baixo. “A perda será maior. Poderá ser bem maior.”

Fonte: Gazeta Online

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