Vitória, Vila Velha, Serra e Guarapari voltarão a abrir o comércio de segunda a sexta-feira

O Governo do Espírito Santo apresentou neste sábado (18) a atualização semanal do Mapa de Risco para combate ao coronavírus no estado. No mapa que entra em vigor na segunda-feira (20), 14 municípios estão classificados como risco alto, 45 como risco moderado e 19 como risco baixo.

Entre os municípios da Grande Vitória, apenas Cariacica está em risco alto. “Cariacica está em um ciclo epidemiológico diferente, e lá a doença está ‘atrasada’”, disse o governador, Renato Casagrande.

Vitória, Vila Velha, Serra e Guarapari entraram em risco moderado e, por isso, poderão abrir o comércio no dias de semana sem a necessidade de alternar o funcionamento, como vinha acontecendo.

Viana, também na Grande Vitória, já estava em risco moderado desde a semana anterior. (Veja a classificação de todos os municípios mais abaixo)

Está é a primeira vez desde o início de junho que o estado tem municípios em verde (risco baixo) no mapa.

A classificação define regras para o funcionamento de atividades comerciais e serviços. Para as cidades em risco baixo, o comércio funciona normalmente.

No risco moderado, as lojas podem abrir de segunda a sexta-feira pelo período máximo diário de seis horas. Naqueles com menos de 70 mil habitantes, a prefeitura pode definir qual o período de funcionamento.

No risco alto, as regras definem o funcionamento de segunda a sexta-feira, de forma alternada.O uso da máscara é obrigatório em todo o estado.

Veja a classificação de todos os municípios:

Risco Alto: Alto Rio Novo Aracruz, Bom Jesus do Norte, Cariacica, Colatina Ibiraçu, Linhares, Mimoso do Sul, Nova Venécia, Presidente Kennedy, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, Sooretama e Vila Valério.

Risco Moderado: Afonso Cláudio, Agua Doce do Norte, Aguia Branca, Alegre, Anchieta, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Conceição do Castelo, Conceição da Barra, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Guaçuí, Guarapari, Ibitirama, Irupi, Itapemirim, Iúna, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Montanha, Mucurici, Muqui, Pancas, Pinheiros, Piuma, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Teresa, São José do Calçado, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Viana, Vila Velha e Vitória.

Risco baixo: Alfredo Chaves, Apiacá, Atílio Vivacqua, Brejetuba, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Governador Lindenberg, Ibatiba, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Jaguaré, Laranja da Terra, Muniz Freire, Pedro Canário, Ponto Belo, Santa Maria de Jetibá, Venda Nova do Imigrante e Vila Pavão.

Cautela

Apesar da aparente melhora na situação dos municípios em relação ao coronavírus, o governador pediu cautela. “Não tem nenhum lugar do estado que a gente possa cruzar os braços e achar que a pandemia acabou”, disse Casagrande.

Ainda de acordo com ele, os municípios têm autonomia para adotar regras próprias, mas elas não podem relaxar o que diz o decreto estadual.

“Se o município entender que tem que tomar medidas mais rigorosas, ele tem todo direito. Mas ele não pode ser mais flexível”, explicou.

Mapa de Risco

A estratégia de mapeamento de risco no Espírito Santo teve início no dia 20 de abril, levando em consideração o coeficiente de incidência da doença.

No dia 04 de maio, o Mapa de Risco passou a contar a taxa global de ocupação dos leitos de UTI.

No dia 18 de maio, a Matriz de Risco Ampliada entrou na terceira fase com a inserção da taxa de letalidade, do índice de isolamento social e a porcentagem da população acima dos 60 anos – considerado como grupo de risco.

Em julho, entrou em vigor a Matriz de Risco Ajustada, que consta o coeficiente de incidência e a taxa de letalidade no período dos últimos 28 dias.

A Matriz de Risco Ajustada também excluiu a permanência obrigatória do município pelo período de 14 dias quando for classificado como Risco Alto, além de extinguir o critério de conurbação das cidades da Grande Vitória para efeitos de determinação do grau de risco e a regra limítrofe.

Desta forma, todas as cidades capixabas são classificadas de forma individual, sem influência do grau de risco dos municípios vizinhos.

Neste sábado (18), Casagrande explicou que agora os cálculos não levarão mais em conta o coeficiente de incidência da doença, mas sim o número de pessoas com a doença ativa.

O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.