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Banhista diz ter sido atacada por piranhas em lagoa; prefeitura investiga caso

A faxineira Juliana Aparecida da Silva teve parte da pele do dedo do pé arrancada enquanto nadava na Lagoa Nova, em Linhares, Norte do Espírito Santo, no final de semana. Ela afirmou ter sido vítima de um ataque de piranhas que existem no local.

“Eu estava nadando, flutuando, quando senti o peixe mordendo meu pé. Aí eu tirei o pé da água e saí da lagoa. Na hora, percebi que o meu pé estava pingando sangue”, contou.

Outros relatos de possíveis ataques de piranhas também foram registrados entre 21 de dezembro e 2 de janeiro. Ao todo, cinco pessoas compartilharam fotos que mostram mão e pé com ferimentos.

A Lagoa Nova é um dos principais pontos turísticos da cidade, e tem ficado lotada durante o verão e os dias quentes.

Banhistas mostram ferimentos e suspeitam de ataque de piranhas em Lagoa no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Banhistas mostram ferimentos e suspeitam de ataque de piranhas em Lagoa no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Linhares, uma equipe vai até a lagoa para realizar uma vistoria, avaliar a situação, e orientar o proprietário do terreno onde a loga fica sobre a necessidade de colocar redes de proteção em pontos considerados mais propícios aos ataques.

De acordo com o biólogo Elber Reis, os banhistas precisam redobrar a atenção em lagoas até fevereiro, quando o período de piracema – época de grande reprodução de peixes -, termina.

“As piranhas tendem a ficar, em situações de reprodução, em locais mais rasos, próximas à vegetação, pois são os locais onde fazem a desova. Pelo que estamos percebendo de pessoas aparentemente atacadas são indícios de ataques de defesa, e não de alimentação”, afirmou.

Banhistas mostram ferimentos e suspeitam de ataque de piranhas em Lagoa no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Banhistas mostram ferimentos e suspeitam de ataque de piranhas em Lagoa no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Como aumenta muito o número de animais por causa da reprodução, as espécies adultas acabam atacando para se defender. E como as lagoas estão mais cheias, elas se sentem mais ameaçadas.

O biólogo também pediu para que os banhistas não deixem alimentos na água, para evitar atrair as piranhas. Segundo Elber Reis, os animais podem se acostumar a frequentar os mesmos locais onde encontraram comida anteriormente.

O dono da propriedade onde fica a Lagoa Nova afirmou que não recebeu informações sobre possíveis ataques, e disse acreditar que os ferimentos relatados tenham sido causados por tampas de garrafas. Mesmo assim, garantiu que vai monitorar a situação.

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