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Notícias

Queda de avião em Guarapari: piloto evitou tragédia ao pousar em área sem casas

O piloto relatou que perdeu altitude após constatar uma falha no motor. “Ele buscou área onde não visualizou casas”, disse Raphael Págio, dos Bombeiros

Uma falha no motor pode ter sido a causa da queda de um avião de pequeno porte na manhã desta segunda-feira (19), em Guarapari. A informação foi passada pelo piloto ao Corpo de Bombeiros após o acidente. A aeronave caiu 20 minutos após decolar.

O piloto, que também é dono do avião, disse que saiu de Guarapari e tinha como destino Vila Velha. Segundo relatos de testemunhas, o avião perdeu altitude até cair em cima de uma oficina mecânica. A cabine de pilotagem ficou virada para o chão.

Segundo o piloto, o planejamento de voo era decolar de Guarapari com sentido a Vila Velha. Mas antes de ir a Vila Velha, ele realizaria TGLs na pista de Guarapari, que são pousos seguidos de decolagens imediatamente após o pouso. Então, ele decolou de Guarapari e, ao retornar para o Aeródromo de Guarapari para fazer o primeiro TGL, já detectou a falha.Comandante da 1ª Companhia do Corpo de Bombeiros, Raphael Bicalho Págio, em entrevista à TV Vitória/Record

“Tomada de decisão foi importante”

Ainda segundo o comandante, o piloto relatou que, após perceber a falha no motor, tentou pousar um um local onde não havia casas.

“Para evitar as residências do bairro Santa Rosa, que ficava à sua direita, ele fez uma conversão à esquerda e buscou uma área onde não visualizou casas. Essa tomada de decisão foi importante porque ele já colidiu, ao invés de casas, com os fundos de galpões de algumas empresas e uma área descampada, uma área de mata de um barranco”, contou o bombeiro.

Parte da fuselagem foi parar dentro da oficina. O piloto saiu praticamente ileso, apenas com uma lesão na mão por ter quebrado um vidro para sair. Após o acidente, ele saiu da aeronave sozinho e foi caminhando até uma avenida, onde recebeu ajuda.

Gerente de oficina: “Ele pensou rápido”

O gerente da oficina, Luiz Gustavo de Souza Felício, contou que não havia ninguém no galpão no momento do acidente.

“Quando eu abri a porta, entrei e vi esse clarão. Olhei as telhas e até achei que tinha sido o vento, não tinha entendido nada. O meu funcionário, na borracharia, me mostrou as peças do avião. Tinha umas peças no chão. A gente nunca imaginou que seria um avião”, contou.

Ao gerente, o piloto também relatou que percebeu uma falha na aeronave após a decolagem.

“O plano dele era voltar para o aeroporto, mas ele viu que não ia conseguir, que não ia dar tempo. Ele pensou rápido e tentou jogar no terreno baldio que tem aqui na frente, mas não deu tempo. Foi onde acabou colidindo aqui com as telhas e caindo aqui mesmo”, descreveu.

Prefeitura diz que aeroporto seguiu todos os protocolos

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Guarapari, responsável pela Administração do Aeródromo de Guarapari, disse que o avião decolou do aeroporto municipal e informou seu plano de voo diretamente à torre de Vitória.

“Ao ser informado da ocorrência, o aeroporto municipal seguiu todos os protocolos, informando imediatamente à Torre de Vitória, Cenipa e Recife (responsáveis pela fiscalização)”, diz a nota oficial enviada.

A aeronave é de 2023 e nenhuma irregularidade foi identificada. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica, vai investigar as causas do acidente.

Queda de avião em Guarapari
Avião caiu e atingiu galpão de empresa em Guarapari (Foto: Reprodução / Redes sociais)

Defesa Civil avaliou imóvel atingido

A Prefeitura de Guarapari também informou que a Defesa Civil Municipal esteve no local da queda e realizou a avaliação técnica de risco da estrutura atingida.

“O impacto atingiu um galpão de uma oficina, resultando exclusivamente em danos materiais. Parte do telhado foi afetada, sem registro de vítimas”, diz a nota.

O texto diz ainda que o Corpo de Bombeiros também atuou na ocorrência, adotando todas as medidas preventivas relacionadas a riscos de incêndio ou chamas. “A situação foi considerada totalmente controlada”, finalizou.

Após a vistoria, a Defesa Civil constatou que não há risco estrutural ao imóvel, e que não foi necessária a interdição do local. As atividades na área seguem normalmente.

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