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Notícias

Brasileira mata filha de 4 anos e atira em si mesma após perder guarda 

Menina morreu em Houston, no Texas, horas depois de a Justiça determinar que ela viveria principalmente com o pai

Uma brasileira de 35 anos é suspeita de matar a filha de quatro anos e atirar contra si mesma em Houston, no Texas, horas após uma decisão judicial determinar que a menina viveria principalmente com o pai. A criança morreu no local, e a mãe morreu no hospital no dia seguinte.

Segundo as autoridades americanas, Cibelle Savella atirou contra a filha na tarde da última terça-feira (29) e, depois, usou a mesma arma contra si. A polícia encontrou as duas dentro da residência após ser acionada em função dos disparos.

Decisão sobre a guarda

Na manhã do crime, Cibelle e o pai da criança, Aaron Savella, compareceram a uma audiência. A juíza Lawton-Evans determinou que a menina passaria a viver principalmente com Aaron, que também teria poder exclusivo sobre decisões de educação, cuidados médicos e tratamento de saúde mental da filha.

A decisão ocorreu após uma disputa judicial iniciada com a separação do casal, em novembro de 2022. O divórcio foi concluído em 2024, mas as questões relacionadas à guarda da criança continuaram nos tribunais. Os dois também apresentaram pedidos de medidas protetivas um contra o outro.

Segundo informações divulgadas sobre o processo, a decisão mais recente estabeleceu restrições ao contato entre mãe e filha. Cibelle teria sido proibida de falar em português com a criança sem a presença de um supervisor que entendesse o idioma. Ela também teria limitações para participar de atividades escolares da filha.

Investigação apura dinâmica dos disparos

No momento dos disparos, o atual companheiro de Cibelle e uma babá estavam na casa, mas não ficaram feridos. As autoridades americanas apuram o que ocorreu nas horas anteriores ao crime, incluindo a dinâmica dos tiros e os relatos das pessoas que estavam na residência.

Em declaração divulgada pelos advogados de Aaron, a família paterna afirmou que o pai aguardava a efetivação da decisão judicial.

“Aaron fez tudo o que a lei exige de um pai que tenta proteger sua filha. Confiou nos tribunais, cumpriu todas as decisões e esperou o processo seguir seu curso”, disseram os representantes. Segundo a declaração, a criança deveria voltar para a casa dele naquela noite, mas isso não aconteceu.

A advogada de Aaron, Charlotte Rainwater, afirmou à emissora KHOU que nunca havia acompanhado um desfecho semelhante em 28 anos de atuação no direito de família. “Não acho que ninguém naquela sala de audiência na terça-feira tenha imaginado que esse poderia ser o resultado”, disse.

A decisão sobre a guarda integra o contexto do caso, mas as autoridades ainda não apontaram uma causa comprovada para os disparos.

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