Ataque aconteceu na frente das crianças em Terra Vermelha; suspeita teria procurado dinheiro para usar drogas e fugiu após a agressão
Um pedreiro de 39 anos foi atacado pela ex-mulher com uma tesoura enquanto dormia ao lado dos três filhos, na manhã de terça-feira (7), em Terra Vermelha, Vila Velha. Durante a agressão, o filho mais velho do casal, de 7 anos, tentou defender o pai e acabou atingido no braço. A criança levou oito pontos e, segundo relato da família, por pouco não sofreu um ferimento ainda mais grave.
O homem contou que a ex-companheira chegou à casa pouco depois das 6 horas. A filha de 6 anos abriu a porta para a mãe, sem imaginar o que aconteceria. O pedreiro afirma que a mulher procurava dinheiro para comprar drogas e, ao não encontrar, entrou no quarto e o atacou enquanto ele dormia.
Eu estava dormindo e minha filha abriu a porta. Ela já partiu para o meu quarto, em cima de mim, com a tesoura querendo me agredir. Eu levantei para conter ela, os meninos entraram no meio e a tesoura pegou no braço do meu filho. Aí o desespero foi imenso.Pedreiro de 39 anos, atacado pela ex-companheira
Após o ataque, o pai socorreu o menino de moto e o levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra. Segundo ele, a criança precisou ser encaminhada para o Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), onde recebeu atendimento.
De acordo com o pedreiro, os médicos informaram que o golpe quase atingiu uma veia importante do braço da criança, que precisou levar oito pontos. A suspeita fugiu após a agressão e, até o momento da reportagem, não havia sido localizada pela polícia.
Pai diz que já foi atacado outras vezes
O pedreiro afirma que essa não foi a primeira agressão praticada pela ex-mulher. Segundo ele, a mulher deixou a casa há cerca de quatro anos para viver nas ruas e fazer uso de drogas. Desde então, ele passou a cuidar sozinho dos três filhos. “É a terceira ou quarta vez que ela tenta me matar”, relatou.
Ele conta que chegou a pagar um tratamento para tentar ajudá-la, mas a ex-mulher não deu continuidade ao acompanhamento.
Mesmo após o episódio, o homem diz que não sente raiva da ex-mulher e deseja apenas que ela consiga se recuperar. “Agora eu quero que ela viva a vida dela. Deus abençoe a vida dela. Agora meus filhos vêm primeiramente.”
Medida protetiva e dificuldades para cuidar dos filhos
Segundo o pedreiro, existe uma medida protetiva contra a ex-companheira, mas ela continua aparecendo na residência. Ele afirma que também enfrenta dificuldades para trabalhar, já que precisa cuidar sozinho das crianças.
O filho de 7 anos relatou aos profissionais de saúde e aos policiais como ocorreu a agressão. “Lá no hospital, ele falou para minha mãe que ela deu uma facada no braço dele e contou para os policiais. Agora esse acompanhamento vai vir na minha casa”, disse o pai.
Além da preocupação com os filhos, o homem afirma que também enfrenta constrangimentos em função da situação.
“Como é que eu passo na rua? Todo mundo olhando, rindo da minha cara, me chamando de corno, de chifrudo, de boi, tacando pedra, querendo me agredir”, disse.
Para que a Polícia Civil investigue o caso, o pai deve registrar ocorrência, mas ele não representou contra a ex-mulher.
Fonte: Folha Vitória













