Samarco vende eucalipto para fazer receita

Representantes da Samarco Mineração estiveram na Câmara Municipal de Anchieta, na última quarta-feira (10) para prestarem esclarecimentos sobre a supressão de vegetação de eucalipto no entorno das comunidades de Belo Horizonte, Mãe-Bá, entrada de Goembé. As árvores plantadas na década de 70, em aproximadamente, 30 alqueires de terra serão retiradas do local.

Um dos mais preocupados com a medida, o vereador Zé Maria que é morador da região questionou se a empresa irá instalar no local uma carvoaria, o parlamentar alegou que a comunidade de Belo Horizonte que é dividida pela Samarco não foi ouvida. “Tivemos vários diálogos no passado, sempre ouviram as comunidades”, afirmou.

Priscila Machado Malafaia da Mata Campos que é analista de relacionamento institucional pediu desculpas pela falta de diálogo com os moradores locais. “Foi um erro da Samarco não conversar com a comunidade antes de contratar a empresa”, admitiu a representante. Ela esclareceu que somente dois caminhões por dia irão circular no local, utilizando a estrada de Belo Horizonte – Condados, acesso pela rodovia do sol.

Segundo Rodrigo Cristeli de Andrade, coordenador de Meio Ambiente, muitos boatos foram espalhados por falta de diálogo sobre a fazenda Ponta Ubu que tem 240 hectares de eucalipto, porém apenas parte da área será suprimida, isso de forma bem gradativa, para causar o menor impacto possível aos moradores da região.

Zé Maria voltou a indagar sobre a carvoaria, ele garantiu que na licença não tem autorização para esse fim, mas o dono da empresa contratada pela Samarco diz que terá, já que alugou um sitio na localidade, com o intuito de instalar 10 a 12 fornos.

Rodrigo respondeu que o acordo com a empresa contratada é retirar a madeira e levar para a sede dela. “Não consta atividade de carvoaria, não estou dizendo que ela não vai fazer, mas ela precisará de licença”, explicou. Ele ainda salientou que a principal finalidade da supressão é gerar receita, já que a fazenda tem saldo negativo.

Umas das grandes preocupações é o trafego de caminhões, já que as ruas são estreitas e parte do asfalto de pouca qualidade. O coordenador de Meio Ambiente, Rodrigo Cristeli se mostrou solicito em construir uma solução conjunta, para evitar transtornos a comunidade.

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