Casal tenta aborto, não consegue e mata a criança após ela nascer

Um casal de Vila Pavão, região Noroeste do Estado, foi preso nesta quinta-feira (29) pela morte de um recém-nascido. O corpo da criança, que foi gerada por 7 meses, foi encontrado por cães – no início do mês – enterrado em um terreno abandonado. A mãe da criança, de 34 anos, e o companheiro dela, de 31, foram presos.

De acordo com as primeiras informações, a criança foi asfixiada com uma toalha e afogada em um balde com água, permanecendo ali por uma noite inteira.

O caso foi descoberto no início do mês de agosto, quando o corpo do recém-nascido – um menino – foi encontrado por cães em um terreno próximo à Rodovia do Contorno. Um morador da região, ao reconhecer que era um corpo humano, acionou a polícia. Após um período de investigação, a Polícia Militar descobriu quem era a mãe da criança, mas ela alegou que teve um aborto espontâneo e decidiu enterrar a criança por conta própria.

A versão, no entanto, chamou a atenção das autoridades locais. Após um período de investigação e perícia no corpo da criança, foi descoberto que a criança havia sido assassinada. Também foi apontada a participação de uma segunda pessoa.

Chamada novamente para depor, a mãe confessou que tomava remédios para abortar o bebê, mas estes apenas aceleraram o processo de nascimento. A mãe informou ainda que o bebê nasceu “com vida e saúde”. Com isso, inconformados com o insucesso do aborto, ela e o companheiro decidiram matar o recém-nascido.

“Ela confessou que o companheiro dela matou a criança asfixiada com uma toalha e que, depois, colocou a mesma em um balde com água, permanecendo ali a noite toda e enterrado no dia seguinte. Ele pode ter achado que a criança ainda estava viva”, explicou o sub-Tenente Helmer, comandante do destacamento da Polícia Militar em Vila Pavão.

Os dois prestaram depoimentos na última terça-feira (27) e depois foram liberados por falta de flagrante. A prisão foi efetuada nesta sexta-feira (29), no bairro Ondina, após um pedido de prisão ser aceito pela Justiça.

O corpo da criança segue no Departamento Médico Legal de Linhares, e não tem previsão de ser liberado.

Segundo o delegado Líbero Penello, títular da Delegacia de Nova Veno casal será indicado por homicídio qualificado. A identidade dos dois suspeitos não foi divulgada. Eles serão encaminhados para o Centro de Detenção Provisória, em São Mateus, no Norte do Estado, nesta sexta-feira.

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