Contas aprovadas sem ressalvas: Fabrício Petri encerra 8 anos de mandato com chancela do TCE-ES e mira novo projeto político
O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) aprovou recentemente as contas referentes ao último ano do mandato do prefeito Fabrício Petri (AGIR) à frente da Prefeitura de Anchieta. A decisão encerra um ciclo de oito anos de gestão municipal com as contas aprovadas sem ressalvas — um marco que, segundo o ex-prefeito, representa a chancela institucional de uma trajetória pautada pela responsabilidade e pela transparência.
Para Fabrício Petri, a aprovação tem um significado que vai além da esfera técnica. Em pronunciamento, o ex-gestor afirmou que o resultado lhe traz “a certeza do dever cumprido” e a de ter “honrado o nome e os ensinamentos” do pai, o também ex-prefeito de Anchieta Edival Petri, falecido em 2015.
Um legado de duas gerações
A menção ao pai não é um detalhe retórico. Edival Petri foi prefeito de Anchieta por três mandatos e uma das figuras políticas mais expressivas da história recente do município. Ao assumir a sucessão do nome familiar na chefia do Executivo municipal, Fabrício Petri carregou o peso de uma herança política construída ao longo de décadas.
A chancela do Tribunal de Contas ao fim do segundo mandato consecutivo com a aprovação das contas funcionando como atestado formal de que a gestão honrou os princípios públicos associados ao nome Petri.
Qualificação eleitoral sem impedimentos
Ao comentar a decisão do TCE-ES, Fabrício Petri destacou que a aprovação das contas “reforça uma trajetória de responsabilidade e transparência que sempre pautou minha conduta” e o mantém “apto a disputar qualquer cargo eletivo, sem qualquer impedimento”.
A afirmação é politicamente relevante.
A aprovação de contas pelo Tribunal de Contas é condição essencial para a elegibilidade e para o exercício de funções públicas. Com o resultado, o ex-prefeito preserva sua plena qualificação para futuras disputas eleitorais — aspecto que adquire peso diante das articulações em curso para o próximo ciclo político no Estado.
O nome de Fabrício Petri já consta, inclusive aprovado em convenção do AGIR, entre os candidatos com potencial para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, conforme vêm indicando movimentos recentes no cenário político estadual.
Reconhecimento compartilhado
Ao compartilhar a decisão do TCE-ES, o ex-prefeito fez questão de estender o reconhecimento aos agentes que, segundo ele, foram parte da construção do resultado. Em mensagem pública, agradeceu à população de Anchieta, aos servidores municipais e aos vereadores que, ao longo dos dois mandatos, “sempre buscaram o melhor para a cidade”.
“Compartilho essa alegria com vocês, que sempre acreditaram no meu trabalho, com os servidores municipais, com os vereadores que sempre buscaram o melhor para nossa cidade e, é claro, com a nossa população”.
“Muito ainda temos por fazer”
Apesar do tom de realização, Fabrício Petri fez questão de sinalizar que não interpreta a aprovação das contas como ponto final. Ao encerrar sua manifestação, adotou uma frase que, no campo da comunicação política, soa como abertura para novos capítulos: “Seguimos em frente, com a certeza de que, se muito fizemos enquanto prefeito, muito ainda temos por fazer.”
Com uma posição equilibrada entre a celebração do alcançado e a promessa implícita de continuidade, deixa em aberto, sem comprometimento explícito, o horizonte de uma trajetória política que pode avançar para novos cargos e novas arenas.
O que diz o Tribunal de Contas
A aprovação de contas sem ressalvas pelo TCE-ES significa que, no entendimento do Tribunal, a gestão municipal de Fabrício Petri apresentou regularidade na aplicação dos recursos públicos, na documentação das despesas e no cumprimento das normas legais aplicáveis à Administração pública. É o grau máximo de aprovação que a Corte de Contas pode conferir a uma prestação de contas anual.













